Novas Regras do Vale Alimentação: Um Guia para Profissionais de RH
Mais opções, menos custo: as novas regras do vale-alimentação que chegam em 2026
17/01/2026 | Por: Rougmar Campos - Psicologia Clínica, Organizacional & Perícia Judicial
O tema "Janeiro Branco" é sobre cuidar da mente com a mesma atenção que cuidamos do corpo. É tempo de refletir, falar sobre emoções, respeitar limites e lembrar que saúde mental é essencial todos os dias do ano. (Créditos da Imagem: Rougmar Campos | Com uso de IA)
O tema Janeiro Branco é aquele lembrete coletivo de que a mente também precisa de cuidado. Assim como a gente faz check-up, dieta, exercício físico e resolve “começar tudo de novo” no início do ano, esse movimento convida todo mundo a olhar com mais atenção para o que está acontecendo por dentro: pensamentos, emoções, sentimentos e relações.
Não é campanha só para quem “tem problema”. É para todo mundo que vive, sente, se estressa, se cobra, se frustra, se cansa e, muitas vezes, guarda tudo em silêncio.
A idéia nasceu em 2014, criado pelo psicólogo Leonardo Abrahão. A ideia foi simples e genial: janeiro é o mês dos recomeços. É quando a gente faz planos, promessas, listas e tenta organizar a vida. Então, por que não começar cuidando da saúde mental?
A cor branca representa uma folha em branco. Um espaço aberto para repensar escolhas, mudar o que não faz mais sentido e escrever uma história com mais equilíbrio emocional. A campanha cresceu, se espalhou pelo Brasil e hoje envolve profissionais da saúde, escolas, empresas, instituições públicas e a sociedade em geral.
Porque a saúde mental anda pedindo socorro faz tempo. Ansiedade, depressão, estresse, burnout, crises emocionais e esgotamento viraram parte da rotina de muita gente. Vivemos correndo, cheios de cobranças, comparações e expectativas irreais; e quase nunca paramos para perguntar: “como eu estou de verdade?”
Por muitos anos, falar de sofrimento emocional foi visto como fraqueza. Muita gente aprendeu a engolir o choro, fingir que está tudo bem e seguir em frente. O Janeiro Branco vem justamente para quebrar esse silêncio e deixar claro: cuidar da mente é necessidade, não luxo.
Mais do que um mês temático, o Janeiro Branco" é um convite à reflexão. Ele chama a gente para olhar para dentro e fazer perguntas que costumam ser evitadas:
Como anda minha saúde emocional?
Estou vivendo no automático ou com sentido?
Como estão minhas relações?
O que estou sentindo e não estou falando?
Até onde estou respeitando meus limites?
O movimento incentiva o autoconhecimento, a educação emocional e a ideia de que pedir ajuda é um ato de coragem. Psicólogo não é “último recurso”. É cuidado, prevenção e qualidade de vida.
✔️ Na vida pessoal
Muita gente passa a se observar mais, reconhecer sinais de esgotamento e procurar ajuda sem culpa. O autocuidado deixa de ser egoísmo e passa a ser prioridade.
✔️ Nas relações
Falar sobre emoções melhora a comunicação, reduz conflitos e fortalece vínculos. Relações mais saudáveis começam quando existe escuta, empatia e respeito pelos sentimentos.
✔️ No trabalho
Empresas começam a discutir saúde mental de forma mais aberta: estresse, excesso de cobrança, assédio, equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ambientes mais humanos produzem mais e adoecem menos.
✔️ Na sociedade
O maior impacto é a quebra do tabu. Falar de ansiedade, depressão e sofrimento emocional deixa de ser vergonha e passa a ser cuidado. O Janeiro Branco ajuda a construir uma cultura mais empática e consciente.
Apesar do nome, o cuidado com a saúde mental não pode durar apenas 31 dias. O verdadeiro propósito do Janeiro Branco é lembrar, o ano todo, que não existe saúde completa sem saúde emocional.
Cuidar da mente é cuidar da vida, das relações, do trabalho e do futuro. É entender que ninguém dá conta de tudo sozinho e que pedir ajuda não diminui ninguém; pelo contrário, fortalece.
Janeiro Branco é sobre se permitir sentir, falar, cuidar e recomeçar. Quantas vezes forem necessárias.